Porque hoje é dia do Pão!

Dia do Pão

Hoje é dia dele! Hoje é o Dia do Pão! Quem não gostaria de comer um pão quentinho com manteiga no café toda manhã? Mas vamos conhecer primeiro um pouco de história?

A história do pão é tão antiga que é até difícil dizer com precisão, quando e como ele apareceu. No entanto, historiadores estimam que o pão tenha surgido há cerca de 12 mil anos, junto com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia.

Os primeiros pães eram feitos de farinha misturada ao fruto de uma árvore chamada carvalho. Bem diferentes dos atuais, eram achatados, duros e secos. Naquela época, não era possível comer o pão quentinho porque eram muito amargos, era preciso lavá-los várias vezes em água fervente, antes de se fazer broas que eram expostas ao sol para secar. As broas eram assadas da mesma forma que os bolos, sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas.

O primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso. Uma massa (sem qualquer fermento adicionado) foi deixada ao ar, e levedou. Em função das condições de temperatura e umidade, o tempo necessário para a fermentação natural pode variar de entre quatro a oito horas, mas a massa acabará por levedar. Se antes de cozer a massa se retirar uma porção da massa levedada, obtém-se o fermento para a próxima fornada. A esta forma de fermentação chama-se fermentação natural ou “massa velha”.

O pão fermentado, semelhante ao que comemos hoje, já era consumido pelos egípcios por volta de 4000 anos a.C. No Antigo Egito, o pão pagava salários e os camponeses ganhavam três pães e dois cântaros de cerveja por dia de trabalho. O pão também teve sua história na Grécia e em Roma. Na Grécia, ocorreu na mesma época que no Egito. Já em Roma, foi bem mais tarde (800 anos a.C.), porém com grande importância,  pois foi em Roma, por volta de 500 a.C., que foi criada a primeira escola para padeiros, tendo se tornado o principal alimento daquela civilização preparado em padarias públicas. Pode-se dizer que, com a expansão do Império Romano, o hábito de consumir pão foi difundido por grande parte da Europa. No século XVII, a França torna-se um destaque mundial na fabricação de pães, desenvolvendo técnicas aprimoradas de panificação.

O pão faz parte da cultura de muitos povos e tem um significado importante em várias religiões. Resultado do cozimento de uma massa feita com farinha de certos cereais, principalmente trigo, água e sal, ele pode ter sido uma das primeiras comidas preparadas pelo homem.

Hoje em dia, o pão está disseminado pelo mundo. Sua fabricação envolve vários métodos diferentes, que resultam numa variedade enorme de tipos e qualidades de pães.
Vamos aprender como se faz um pão sem glúten e sem lactose que não precisa de fermentação e nem sova?

Rendimento: 1 pão pequeno
Tempo médio de preparo: aproximadamente 1 hora

Ingredientes:
3 ovos
1/4 xícara de óleo de canola
1/2 xícara de iogurte sem lactose
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de Mix Pan B
1/2 xícara de polvilho doce
1/4 xícara de amido de milho
1 colher de sopa de açúcar demerara
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de fermento químico em pó (fermento para bolo)

Modo de preparo:
1. Separe todos os ingredientes.
2. Preaqueça o forno a 180Cº – 200ºC (temperatura média).
3. Prepare a assadeira: (assadeira usada: forma para pão padrão). Com um guardanapo de papel ou pincel unte-a com manteiga. Reserve.
4.  Em uma tigela misture os ingredientes secos: a farinha de arroz, o mix pan B, o polvilho doce, o amido de milho, o açúcar e o sal.
5. Faça um buraco no meio do ingrediente secos, junte os ovos, o óleo e o iogurte, com ajuda de um fouet misture os ingredientes até formar uma massa homogênea. A textura da massa deve ficar semelhante a massa de bolo.
6. Junte o fermento e misture delicadamente. Transfira a massa para assadeira.
7. Leve ao forno por 30-35 minutos ou até o pão crescer e dourar. Para conferir se o pão está pronto faça o teste do palito*.
8. Retire o pão do forno e deixe amornar antes de desenformar. Se for possível desenforme sobre uma gradinha.

*** Dicas ***
– Nossa xícara medidora é de 240ml e colheres de sopa e chá, 15ml e 5ml respectivamente.
– Sempre quebre os ovos um a um, em uma tigela pequena separadamente para verificar se estão bons antes de misturá-los a sua massa.
– Você também pode forrar a forma com papel manteiga para facilitar a retirada do pão depois de assado. Use a própria forma como molde, e marque com o lápis o papel manteiga e recorte o molde.
– *O teste do palito consiste em furar o pão no centro, com um palito de dentes ou de churrasco. Se o palito sair limpo é sinal de que o pão está assado e pode ser retirado do forno. Caso contrário, deixe o pão no forno por mais alguns minutos até que asse completamente.
– O pão dura até 2 dias se guardado em recipiente hermeticamente fechado.
– Se quiser decorar seu pão, polvilhe sementes de girassol, flocos de arroz ou aveia (para quem não tem problema com glúten).
– O Mix Pan B, é um preparo de farinha sem glúten vendido em lojas especializadas para preparo de massas. Mas se preferir você pode preparar sua própria mistura de farinhas com essa receita:
Ingredientes:
250g farinha de arroz integral
250g farinha de arroz comum
250g fécula tapioca
250g fécula de batata (ou amido de milho).

Misture muito bem as farinhas e guarde um recipiente hermeticamente fechado.
Se armazenado na geladeira, essa mistura dura até 2 meses.
Se você utilizar com frequência, pode deixar em temperatura ambiente e consumir em até 20 dias.

Tanto o mix caseiro quanto o Mix Pan B pode ser utilizado em bolos, panquecas, crepes, pães, pizzas e o que a criatividade mandar em receitas sem glúten.

Se você é da turma do pão com farinha de trigo, veja essa receita aqui. 

Feliz Dia do Pão!

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